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Nutrição Geral

Combustível para felinos: gatos e hidratos de carbono


Descrição
Hoenig, M.
2013
Purina Companion Animal Nutrition Summit: Tackling Myths about Pet Nutrition

A fisiologia dos gatos relativamente ao metabolismo dos hidratos de carbono é semelhante, em muitos aspetos, aos de outros mamíferos, mas com diferenças importantes. Os gatos são carnívoros e, como tal, a sua dieta natural é essencialmente constituída por gordura e proteína, e uma pequena quantidade de hidratos de carbono. A dieta de uma ave ou de um rato é constituída por quantidades aproximadamente iguais de gordura e de proteína e <5% de hidratos de carbono. Contudo, as dietas comerciais contêm, em média, 33% de hidratos de carbono, no caso da ração seca, e 15% de hidratos de carbono, no caso da comida enlatada (Forrester D, et al. Declaração de Consenso. ACVIM. 2011). Os gatos têm alterações no seu metabolismo que nos podem levar a concluir que estão mal preparados para lidar com hidratos de carbono dietéticos. É por estas razões que há muito se discute na literatura leiga e científica que os hidratos de carbono causam obesidade e diabetes mellitus. A premissa é que a ingestão de um alto teor de hidratos de carbono leva à produção excessiva de insulina, resultando em deposição excessiva de gordura e obesidade. A ingestão de um alto teor de hidratos de carbono também tem sido responsabilizada por induzir hiperglicemia crónica, o que aumenta a exigência sobre as células beta para segregar insulina, e leva à falência das células beta e a diabetes. Nesta revisão, iremos examinar a validade destas declarações em gatos, centrando-nos nos mecanismos fisiológicos envolvidos no uso de hidratos de carbono.
Conteúdo
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Regras para conclusão
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